(71) 99136-7115
Translucência Nucal

Translucência Nucal

21 de junho de 2017

A Translucência Nucal (ou, simplesmente, TN) consiste em uma quantidade de líquido presente na nuca do bebê, no final do primeiro trimestre. Todo e qualquer feto, nessa idade gestacional, apresenta esse acúmulo fisiológico de líquido, o qual pode ser avaliado pelo ultrassom.

A avaliação da translucência nucal é parte integrante do chamado ultrassom morfológico do primeiro trimestre e só tem valor se realizado entre a 11ª e a 14ª semanas de gestação. Nessa época, fetos com anomalias cromossômicas (sendo a Síndrome de Down a mais importante), malformações fetais (sobretudo cardíacas) ou síndromes genéticas raras costumam ter uma maior quantidade de líquido nesta região, fazendo a nuca parecer mais larga (translucência nucal aumentada).

De uma forma simplista, uma translucência nucal pode ser considerada normal quando menor ou igual a 2,5 mm. Esses valores, entretanto, não devem ser avaliados isoladamente, mas, sim, em conjunto com a idade da paciente. Uma translucência nucal maior que 2,5 mm em uma gestante de 18 anos é menos preocupante que o mesmo valor em uma gestante de 40 anos. Além disso, quanto maior for o valor da translucência nucal, maior será o risco do bebê ter algum problema.

O exame da translucência nucal é apenas um teste de rastreamento, não servindo como diagnóstico definitivo de nada. Uma translucência nucal aumentada não é, por si só, uma malformação e nem significa, necessariamente, que o bebê tenha algum tipo de problema. A chamada taxa de falso-positivo (quando o resultado do exame é alterado e o bebê é normal) é relativamente alta, ao redor de 5%. Da mesma forma, uma translucência nucal normal não descarta, por completo, a possibilidade de uma cromossomopatia. Cerca de 20 a 25% dos fetos com Síndrome de Down apresentam uma translucência nucal normal.

Quando encontramos uma translucência nucal aumentada, outras estruturas fetais (como o osso nasal e o ducto venoso) devem ser avaliadas, na tentativa de obtermos mais dados. Geralmente, a ausência de osso nasal e um fluxo sanguíneo alterado no ducto venoso reforçam a possibilidade de problemas genéticos.

A avaliação da translucência nucal, isoladamente ou em conjunto com o osso nasal e o ducto venoso, permite o cálculo do risco de anomalias cromossômicas no feto. Se esse risco for alto, a determinação do cariótipo fetal deve ser aventada discutida e discutida com o casal, visando o diagnóstico definitivo.

Top